Entender o que mais gasta energia em casa é essencial para reduzir a conta de luz e evitar surpresas no fim do mês.
É isso que diz um levantamento feito pela Bulbe Energia relevo: mais de 600 mil pesquisas foram feitas entre abril de 2024 e abril de 2025 pelos brasileiros, para saber o que mais gasta energia em casa.
E maior preocupação está nos aparelhos usados na cozinha, já que esses eletrodomésticos exigem alta potência para funcionar. Um fogão por indução consome, em média, 1.500 W, já uma air fryer tem um consumo médio de 1.800 W.
Mas esses não são os únicos vilões do consumo, entre os aparelhos que mais gastam energia em casa, estão o ar-condicionado, o chuveiro elétrico e a geladeira.
Continue a leitura para saber o que mais gasta energia em uma residência.
Quais são os aparelhos que mais consomem energia elétrica?
A potência de cada aparelho é o que interfere diretamente no consumo de energia. Ela varia de acordo com a marca, o tipo e o tamanho do equipamento. Além disso, o tempo de uso também pode contribuir. Por isso, listamos aqui os aparelhos que mais impactam na conta de energia, partindo de uma média feita pela Procel:
1. Ar-condicionado
O ar-condicionado pode representar quase metade do consumo mensal em dias de uso intenso. Vale destacar, ainda, que modelos antigos e mal regulados gastam mais energia.
Os dados da Procel apontam que o ar condicionado menor ou igual a 9 mil BTU/h tem consumo médio mensal de 128,80 kWh, se usado por 8 horas durante 30 dias.
Enquanto um split maior do que 30 mil BTU/h, usado durante o mesmo período e tempo, consome 679,20 kWh.
Para economizar, evite temperaturas muito baixas e mantenha os filtros limpos. Na hora de comprar, prefira aparelhos com selo Procel A.
2. Chuveiro elétrico
O chuveiro elétrico é o campeão de consumo em muitos lares, principalmente no inverno. De acordo com a média, um chuveiro com 4500W gasta 72 kWh por mês e seu consumo mensal pode chegar a 88 kWh com uso diário de 32 minutos.
Economize optando por um modelo com potência menor, reduzindo o tempo de banho e utilizando a função “morno” sempre que possível.
3. Geladeira e freezer
A geladeira é ligada 24h por dia (motivo pelo qual é um dos aparelhos que mais consomem energia), respondendo por cerca de 25% do consumo total. Freezers adicionais aumentam ainda mais esse gasto.
O modelo impacta bastante no consumo de energia. Geladeiras menores, de uma porta, consomem mensalmente em média 25,20 kWh.
Já os modelos com duas portas frost free gastam bem mais, em média 56,88 kWh por mês. Então, escolher o modelo mais econômico já ajuda.
Uma ótima forma de economizar é evitar abrir a porta com frequência e mantenha a borracha de vedação em bom estado.
Outra dica boa é escolher um lugar para a geladeira longe do fogão. Essa atitude simples evita que o aparelho precise compensar o calor transmitido pelo outro.
4. Fogão elétrico ou cooktop
Consomem bastante devido à alta potência das resistências. Se utilizado apenas uma hora por dia, em um mês, o consumo será de, aproximadamente, 68 kWh de energia.
Sempre que possível, portanto, use panelas adequadas e tampe-as para acelerar o cozimento, além de dar preferência a temperaturas mais baixas.
5. Máquinas de lavar roupas e secadoras
A lavadora sozinha consome pouco: em média, uma máquina de lavar com capacidade de 8 kg consome entre 0,25 a 0,40 kWh por ciclo.
Se você utiliza a máquina três vezes por semana, o consumo mensal pode chegar a, aproximadamente, 4 kWh a 6 kWh por mês.
O grande vilão, no entanto, é a secadora, cujo consumo pode ultrapassar 60 kWh/mês. Por isso, dê preferência para secar roupas ao sol e use a máquina sempre cheia para otimizar ciclos.
6. Ferro de Passar
A média de potência de um ferro de passar gira em torno de 1000 a 2000 W (1 a 2 kW). Se o seu ferro possui 1500 W de potência e você o utiliza por 1 hora, ele consome, aproximadamente, 1,5 kWh de energia.
Mesmo usado por pouco tempo, o ferro pode consumir energia significativamente, pois precisa aquecer rapidamente. Modelos a vapor gastam mais que os secos. Então, passe várias roupas de uma vez para evitar reaquecimentos.
7. Aquecedores
Deixar um aquecedor elétrico ligado a noite toda, cerca de 8 horas contínuas, consome, aproximadamente, 12 kWh (para um modelo de 1500 W). Isso equivale a um aumento de cerca de 360 kWh no consumo mensal se o uso for diário.
Claro que isso varia de acordo com o tipo de aquecedor:
- a óleo — consumo moderado, mas constante (cerca de 35 kWh/mês);
- cerâmicos — alta eficiência, mas uso prolongado pode pesar;
- elétricos — potência alta e consumo rápido.
Em dias frios, o uso contínuo pode representar aumento expressivo na conta, por isso tenha cuidado com o tempo que o aparelho permanece ligado.
8. Iluminação
Embora cada lâmpada consuma pouco, o uso prolongado e vários pontos de luz aumentam o gasto.
- Incandescente: alto consumo e baixa eficiência;
- Fluorescente: gasta menos, mas tem vida útil limitada;
- LED: menor consumo e maior durabilidade.
Trocar lâmpadas comuns por LED pode reduzir o gasto com iluminação em até 80%.
9. Aparelhos eletrônicos
Televisões, computadores e videogames consomem mais em uso intenso.
- TVs antigas gastam mais que modelos LED ou OLED;
- Uma TV de 50” ligada 5h/dia pode consumir 15 kWh/mês;
- Durante o home office, o consumo com notebooks e PCs aumentou em até 30% em muitos lares.
Em média, um desktop consome entre 0,2 kW e 0,5 kW por hora, dependendo dos componentes internos. Mantendo-o ligado continuamente, o consumo pode ultrapassar 300 kWh por mês, gerando um aumento significativo na conta de energia.
10. Aparelhos com potência menor usados frequentemente
Pequenos aparelhos, quando usados todos os dias, também impactam no total.
- Ventilador de teto: econômico, mas uso contínuo soma consumo;
- Secador de cabelo: alta potência, uso rápido que pode aparecer na conta de luz;
- Liquidificador: baixo consumo, mas frequente pode causar alterações;
- Micro-ondas: gasta pouco por uso, mas o relógio digital fica em stand-by;
Aspirador de pó: potência alta, uso eventual, mas importante para a soma na conta de luz.
Como identificar o consumo elétrico real de cada aparelho?
- Medidores de tomada: mostram o consumo real em kWh;
- Etiqueta de eficiência: confira o selo Procel;
- Cálculo manual: potência (W) x horas de uso ÷ 1000 = kWh/dia;
- Leitura no medidor da casa: compare antes e depois de ligar um aparelho;
- Acompanhamento por aplicativos: algumas concessionárias e tomadas inteligentes mostram o gasto.
Aparelhos desligados também gastam energia
Você sabia que televisores, micro-ondas, videogames e carregadores de celular continuam consumindo energia mesmo quando estão desligados? Esse fenômeno é chamado de energia em stand-by ou, popularmente, “carga fantasma” e pode representar até 12% da sua conta de luz mensal sem que você perceba.
O motivo é simples: ao ficar conectado à tomada, o aparelho mantém componentes internos ativos (relógio digital, sensores de controle remoto, luz de espera). Individualmente, cada um consome entre 1 W e 10 W por hora — um valor que parece insignificante, mas que, somado a dezenas de equipamentos ao longo de 30 dias, impacta de forma real na fatura.
Quais aparelhos mais consomem em stand-by?
Os principais vilões do stand-by nas residências brasileiras são:
- Televisão: mantém sensor de controle remoto ativo (1 a 3 W/h)
- Micro-ondas: painel de relógio permanece ligado (2 a 5 W/h)
- Videogame (PS5, Xbox): modo de espera com atualização de sistema (10 a 20 W/h)
- Decodificador de TV a cabo: quase nunca desliga completamente (15 a 25 W/h)
- Carregador de celular: mesmo sem o aparelho conectado, consome entre 0,1 e 0,5 W/h
Dica prática: Use filtros de linha com chave geral ou tomadas inteligentes para desligar todos os aparelhos da sala com um só botão ao sair ou dormir. É a forma mais simples de eliminar a carga fantasma sem mudar sua rotina.
Tirar da tomada ajuda a economizar no consumo de energia?
Curiosamente, os eletrodomésticos não consomem energia apenas quando estão ligados, então, em alguns casos, tirar o aparelho da tomada ajuda, sim, na economia de energia.
Muitos ainda extraem energia quando estão desligados, um estado conhecido como energia em espera (stand-by) ou ainda como “carga fantasma”, como:
- televisões;
- máquina de lavar;
- carregadores de celular;
- micro-ondas;
- decodificadores de TV a cabo.
Em 2015, o Conselho de Defesa de Recursos Naturais estimou que o impacto cumulativo dessas cargas nos Estados Unidos foi de $19 bilhões por ano, ou seja, mais de $150 por família.
Dicas para reduzir o consumo de energia elétrica
Aqui vão algumas dicas para ajudar você a reduzir o consumo de energia elétrica em casa e passar a economizar mais:
- troque lâmpadas comuns por LED;
- lave roupas com a máquina cheia;
- use o ar-condicionado moderadamente;
- mantenha aparelhos limpos e bem regulados;
- aproveite luz natural sempre que possível;
- desligue e tire da tomada aparelhos quando não estão sendo usados.
Novas tecnologias ajudam a economizar energia
É possível notar que a tecnologia deixou os dispositivos modernos mais eficientes e consumindo menos eletricidade.
Embora seja necessário gastar para manter os aparelhos atualizados, o investimento é compensado na conta de energia.
Para fugir do que consome mais energia, é importante observar o selo Procel antes de comprar novos eletrodomésticos. Por meio de uma etiqueta, você consegue identificar o tipo de aparelho, fabricante, modelo, a tensão e o consumo de energia em kWh por mês.
O selo Procel indica ainda eficiência energética, variando de A (mais eficiente) a G (menos eficiente). Escolher aparelhos com selo A pode reduzir o consumo em até 40% em relação a modelos antigos.
Como a energia solar pode reduzir sua conta de luz?
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