Bandeiras tarifárias são sinalizadores mensais criados pela ANEEL em 2015 para mostrar, em tempo real, se existe custo extra na geração de energia elétrica no Brasil. O sistema opera em cinco cores:

  • verde (sem custo adicional);
  • amarela (R$ 1,88 a cada 100 kWh);
  • vermelha patamar 1 (R$ 4,46 a cada 100 kWh);
  • vermelha patamar 2 (R$ 7,87 a cada 100 kWh);
  • escassez hídrica (R$ 9,49 a cada 100 kWh, quando acionada).

Neste guia atualizado para 2026, você descobre qual é a bandeira tarifária vigente no mês, como cada cor se traduz em reais na sua fatura, como calcular o acréscimo sobre o seu consumo, como acompanhar a definição mensal da ANEEL e por que quem é cliente de energia solar por assinatura sente o impacto das bandeiras vermelhas de forma muito menor.

Confira nosso Índice

O que são e para que servem as bandeiras tarifárias?

Antes de 2015, os custos extras com a geração de energia, principalmente quando era necessário acionar usinas térmicas mais caras, eram repassados ao consumidor apenas uma vez por ano, durante o reajuste tarifário. 

Esse aumento, diluído e pouco claro, dificultava a compreensão do custo da energia elétrica no momento do consumo.

As bandeiras tarifárias ANEEL surgiram para trazer transparência e conscientização. Elas funcionam como um alerta mensal, mostrando em tempo real se as condições para geração de energia no Brasil estão favoráveis ou não.

O sistema é simples, já que as cores indicam se haverá ou não uma cobrança extra na sua fatura. Isso permite que você, consumidor, entenda a variação no preço e possa adaptar seus hábitos de consumo, promovendo um consumo consciente de energia. 

Quem define as bandeiras tarifárias?

Quem define é a ANEEL. A agência realiza uma análise técnica mensal para decidir qual cor será aplicada. Ela avalia diversos critérios, principalmente as condições dos reservatórios das hidrelétricas, que são a base da geração de energia no Brasil.

Se os reservatórios estão cheios, a geração hídrica é abundante e barata. Se os níveis estão baixos, é necessário acionar usinas termelétricas, que têm um custo da energia elétrica muito mais alto. A ANEEL monitora esses e outros fatores operacionais para definir a bandeira que melhor representa o custo real do próximo mês.

Quais são as bandeiras tarifárias e o que elas indicam?

As bandeiras são representadas por cores, ajudando você a entender de forma simples se haverá cobrança adicional e qual será o impacto.

Bandeira verde

A bandeira tarifária verde é a mais desejada pelos consumidores. Ela sinaliza que as condições para geração de energia hidrelétrica estão favoráveis, com bons níveis de chuva e reservatórios cheios. 

Neste cenário, não há nenhum acréscimo na conta de luz. O valor do kWh consumido é apenas a tarifa básica da sua distribuidora. 

Por exemplo, se sua casa consome 250 kWh em um mês com bandeira verde, você paga apenas pelo consumo básico.

Bandeira amarela

A bandeira tarifária amarela indica que as condições de geração estão um pouco menos favoráveis, exigindo o acionamento parcial de usinas térmicas. Isso gera um custo extra moderado.

  • Acréscimo por 100 kWh: R$ 1,88 (valores de referência para o início de 2026, sujeitos a reajustes pela ANEEL);
  • Exemplo prático: para um consumo de 300 kWh, o adicional será de R$ 5,64 (300 kWh ÷ 100 × R$ 1,88).

Bandeira vermelha (patamar 1)

A bandeira tarifária vermelha no patamar 1 já representa uma situação mais crítica, com custos de geração significativamente mais altos, geralmente devido à baixa nos reservatórios.

  • Acréscimo por 100 kWh: R$ 4,46 (valores de referência para o início de 2026, sujeitos a reajustes pela ANEEL);
  • Exemplo prático: se sua casa consumiu 400 kWh, o acréscimo na conta de luz será de R$ 17,84.

Bandeira vermelha (patamar 2)

Este é o patamar mais crítico do sistema de bandeiras tarifárias. A bandeira tarifária vermelha no patamar 2 é acionada em situações de escassez hídrica severa, onde o custo marginal de operação atinge seu nível máximo.

  • Acréscimo por 100 kWh: R$ 7,87 (valores de referência para o início de 2026, sujeitos a reajustes pela ANEEL);
  • Exemplo prático: um consumo de 350 kWh resultaria em um adicional de R$ 27,54 na conta.

Bandeira escassez hídrica

Criada em 2021 para enfrentar a pior crise hídrica em 91 anos, esta bandeira foi a mais cara da história

Ela vigorou até abril de 2022 e, atualmente, está fora do cenário regulatório padrão, servindo como um registro histórico de um período de custos extremamente elevados. Seu acréscimo chegou a R$ 14,20 por 100 kWh.

Bandeira Cenário que aciona Acréscimo por 100 kWh (2026) Impacto em 300 kWh/mês Impacto em 500 kWh/mês
Verde Reservatórios cheios, geração hídrica farta R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 0,00
Amarela Geração hídrica em alerta, térmicas parciais R$ 1,88 R$ 5,64 R$ 9,40
Vermelha 1 Reservatórios baixos, térmicas ativas R$ 4,46 R$ 13,38 R$ 22,30
Vermelha 2 Escassez severa, custo marginal alto R$ 7,87 R$ 23,61 R$ 39,35
Escassez hídrica Crise hídrica declarada pelo CREG R$ 9,49 R$ 28,47 R$ 47,45

Valores-referência para 2026, sujeitos a reajuste periódico pela ANEEL. A bandeira escassez hídrica é excepcional e exige ato formal do Comitê de Regras do Setor Elétrico (CREG).

Qual é a bandeira tarifária atual em 2026?

Bloco com atualização editorial mensal — revisar todo início de mês conforme publicação ANEEL.

A bandeira tarifária em vigor neste mês é definida pela ANEEL no último dia útil do mês anterior, com base em uma análise técnica que considera nível dos reservatórios das hidrelétricas, custo marginal de operação (CMO) e Custo do Déficit (CDEF) projetados.

A divulgação oficial sai no site da agência e repercute nas distribuidoras no mesmo dia.

Bandeira tarifária vigente (abril/2026): Verde.

O valor adicional cobrado por 100 kWh consumidos segue a tabela de acréscimos vigente para o ano corrente.

Para sempre saber qual é a bandeira deste mês sem depender deste artigo, três caminhos oficiais:

  • Portal da ANEEL (comunicado mensal): fonte primária;
  • Site e aplicativo da sua distribuidora (Cemig, Enel, CPFL, Light, etc.): replica a informação da ANEEL;
  • Conta de luz do mês anterior: a bandeira aplicada vem discriminada no corpo da fatura, junto ao valor adicional cobrado.

Se o que você quer é reduzir a exposição ao risco de acordar todo mês com bandeira vermelha, entenda também como a conta de luz muito alta se forma e, mais adiante neste artigo, como a energia solar por assinatura protege financeiramente contra o acréscimo das bandeiras.

Bandeira tarifária Acréscimo por 100 kWh Condições de geração
Verde R$ 0,00 Condições favoráveis, com reservatórios em bons níveis.
Amarela R$ 1,88 Condições menos favoráveis e custos de geração moderados.
Vermelha – Patamar 1 R$ 4,46 Condições desfavoráveis e custos de geração elevados.
Vermelha – Patamar 2 R$ 7,87 Condições críticas e custos de geração muito elevados.

Fonte: ANEEL.

Como as bandeiras tarifárias impactam sua conta de luz?

O impacto é direto e pode ser significativo. Imagine que você manteve o mesmo padrão de consumo durante um ano. Se, em seis meses, vigorou a bandeira verde e, nos outros seis, a bandeira vermelha patamar 1, sua conta anual será centenas de reais mais cara.

Isso acontece porque a bandeira tarifária é um encargo que vem somado à tarifa de energia e às demais taxas (distribuição, iluminação pública etc.). Ela reflete o custo no ato da geração. Esse sistema variável afeta o orçamento de famílias e empresas.

Uma pesquisa realizada pela Bulbe mostrou que, embora 8 em cada 10 pessoas confiram a conta de energia, metade tem dificuldade para entender os valores

As bandeiras tarifárias estão entre os itens que mais causam confusão, citadas por 41% dos entrevistados. Essa complexidade dificulta o planejamento financeiro e aumenta a busca por soluções mais estáveis.

Por que as bandeiras tarifárias mudam todos os meses?

A variação mensal é a essência do sistema e está diretamente ligada à geração de energia no Brasil. Como nossa matriz ainda é majoritariamente hidrelétrica, somos muito dependentes do regime de chuvas.

A ANEEL realiza uma “fotografia” mensal da situação, considerando os pontos a seguir.

  • Clima e hidrologia: períodos prolongados de estiagem esvaziam os reservatórios, tornando a geração hídrica insuficiente;
  • Operação do sistema: para não faltar luz, é preciso acionar termelétricas, cuja operação é muito mais cara (o custo do gás natural, por exemplo, é volátil);
  • Demanda sazonal: no inverno, o uso de aquecedores eleva o consumo. No verão, são os aparelhos de ar-condicionado. Picos de demanda pressionam o sistema;
  • Eventos extremos: fenômenos como o El Niño podem alterar padrões de chuva em todo o país, afetando a geração por meses.

Portanto, a mudança da bandeira é um reflexo da saúde energética do país naquele momento. É um sistema que tenta assegurar o fornecimento, mas sinalizar o custo real ao consumidor, incentivando o consumo consciente de energia.

Quem está sujeito às bandeiras tarifárias?

Todos os consumidores atendidos pelo sistema convencional das distribuidoras, chamados de consumidores cativos, estão sujeitos às bandeiras tarifárias. Isso inclui:

  • residências;
  • comércios;
  • pequenas empresas que recebem energia diretamente da rede pública.

A única exceção são os consumidores localizados em sistemas isolados, geralmente em regiões remotas da Amazônia, que não estão conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e, por isso, não seguem o modelo de bandeiras tarifárias definido pela ANEEL.

Como acompanhar e prever a bandeira tarifária vigente (fontes oficiais)

Acompanhar a bandeira do mês deixou de ser um exercício de adivinhação: existem fontes oficiais e indicadores públicos que permitem tanto consultar a bandeira já definida quanto antecipar tendência para os próximos meses.

Quatro caminhos que funcionam, do mais direto ao mais técnico:

Fonte oficial: portal da ANEEL e comunicado mensal

A ANEEL publica a bandeira do mês no último dia útil do mês anterior no portal gov.br/aneel. O comunicado traz a cor, o valor adicional por 100 kWh e a justificativa técnica (PLD, nível dos reservatórios, CMO projetado). Esse é o anúncio oficial, toda distribuidora replica no mesmo dia.

Site e aplicativo da sua distribuidora

Cemig, Enel, CPFL, Light, Equatorial e demais distribuidoras destacam a bandeira do mês na página inicial e no app. É a rota mais rápida para o consumidor final e também onde a bandeira aparece discriminada na fatura, junto ao valor cobrado.

Indicadores de tendência: reservatórios do ONS e PLD da CCEE

Quem quer antecipar o cenário consulta dois indicadores públicos:

  • Nível dos reservatórios: publicado diariamente pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico); reservatórios do SIN abaixo de 40% da capacidade historicamente antecipam bandeira vermelha nos meses seguintes;
  • PLD (Preço de Liquidação das Diferenças): publicado semanalmente pela CCEE; quando sobe de forma sustentada, indica que o custo marginal de operação está pressionado (sinal clássico de acionamento de térmicas e, portanto, de bandeira vermelha à frente).

As bandeiras são iguais em todo o Brasil?

Sim, para os consumidores atendidos pelo Sistema Interligado Nacional (SIN), que cobre praticamente todo o território nacional.

A bandeira é nacional, unificada e vale para qualquer distribuidora conectada ao SIN. As exceções ficam em localidades isoladas da Amazônia que não estão interligadas ao SIN, onde a tarifa segue regras próprias.

Como calcular a conta de luz com as bandeiras tarifárias?

Calcular o impacto das bandeiras tarifárias na sua conta de luz pode ajudar a entender melhor os valores que aparecem no seu boleto.

  1. Confira seu consumo mensal em kWh: esse dado aparece na sua conta de luz e indica a quantidade total de energia que você usou no mês;
  2. Identifique a bandeira tarifária vigente: verifique qual bandeira está ativa no período (verde, amarela, vermelha patamar 1 ou 2). Essa informação também consta na sua fatura;
  3. Conheça o valor adicional da bandeira: cada bandeira tem um valor extra por kWh consumido, definido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Esse valor também aparece na sua conta;
  4. Multiplique o consumo pelo valor da bandeira: basta multiplicar a quantidade de kWh consumidos pelo valor adicional da bandeira vigente para saber quanto será acrescido ao total da sua conta.

Exemplo de cálculo de bandeiras tarifárias

Para você entender mais a fundo, veja um exemplo prático.

Se a bandeira amarela está ativa (R$ 0,014 por kWh) e seu consumo mensal foi de 200 kWh, o cálculo do acréscimo será:

  • 200 kWh × R$ 0,014 = R$ 2,80

Esse valor de R$ 2,80 será somado ao total da sua conta de luz como taxa adicional devido à bandeira amarela.

Energia solar é afetada pelas bandeiras tarifárias?

A resposta curta é sim, mas de forma muito amortecida e entender por quê exige olhar como a regulação brasileira trata os créditos de energia solar.

Quando você é cliente de energia solar por assinatura via geração distribuída compartilhada (regida pela Lei 14.300/2022, o Marco Legal da GD), uma usina solar externa produz energia, injeta na rede da distribuidora e gera créditos de energia em kWh no seu nome, não afeta em reais.

Esses créditos entram na sua conta de luz abatendo o consumo medido do seu relógio.

Por que a bandeira pesa menos para quem tem créditos solares

A bandeira tarifária é um acréscimo em R$/kWh aplicado sobre o consumo faturado pela distribuidora (a TE – Tarifa de Energia).

Como os créditos solares abatem kWh do seu consumo antes do faturamento, a base sobre a qual a bandeira incide fica muito menor. Exemplo prático:

Cenário Consumo medido Créditos solares Consumo faturado Bandeira vermelha 2 (R$ 7,87/100 kWh)
Sem solar 400 kWh 0 400 kWh R$ 31,48 de acréscimo
Com assinatura Bulbe (80% de cobertura) 400 kWh 320 kWh 80 kWh R$ 6,30 de acréscimo

Ou seja: mantida a proporção, uma bandeira vermelha patamar 2 que pesaria R$ 31,48 na conta cai para cerca de R$ 6,30, redução de ~80% do impacto da bandeira, proporcional à cobertura do plano de assinatura.

Você continua pagando a taxa mínima da distribuidora e o consumo não coberto, mas o efeito das bandeiras vermelhas vira marginal no orçamento doméstico.

Por que a bandeira não é zerada: o custo de disponibilidade

Mesmo com 100% do consumo coberto por créditos, a Lei 14.300/2022 preserva o pagamento do custo de disponibilidade (30 kWh para monofásico, 50 kWh bifásico, 100 kWh trifásico) e a fatura mínima da distribuidora, valores sobre os quais a bandeira pode incidir parcialmente. A

Lei também prevê a cobrança escalonada, a partir de 2023, do Fio B sobre a energia injetada, uma transição regulatória que reduz ligeiramente o ganho líquido ao longo da década, mas mantém o modelo economicamente competitivo até 2045.

Por que isso importa em anos de escassez hídrica

Bandeira vermelha patamar 2 e bandeira escassez hídrica são acionadas exatamente quando o risco do sistema elétrico brasileiro cresce, anos de seca prolongada com acionamento massivo de termelétricas.

Historicamente, a bandeira escassez hídrica vigorou entre setembro/2021 e abril/2022 com acréscimo de R$ 14,20 a cada 100 kWh (~50% a mais que a vermelha 2 da época).

Quem era cliente de energia solar compartilhada nesse período viu a conta subir proporcionalmente muito menos que vizinhos sem assinatura, porque a solar não depende de chuva: ela gera localmente e entrega crédito em kWh indexado ao consumo, ou seja, o hedge é estrutural, não tarifário.

Como a energia solar por assinatura protege você das bandeiras tarifárias vermelhas

Quem mora em apartamento, aluga ou não quer obra no telhado não precisa investir em um sistema fotovoltaico próprio para capturar o hedge contra bandeiras.

A energia solar compartilhada permite assinar créditos de uma fazenda solar externa e receber esses kWh direto na conta de luz da Cemig, Enel, CPFL ou outra distribuidora.

O efeito sobre o impacto das bandeiras vermelhas é mecânico: quanto maior a cobertura de créditos, menor a base faturada sujeita ao acréscimo.

A mecânica regulatória em 3 passos (Lei 14.300/2022)

  1. Geração externa: uma usina solar compartilhada (fazenda da Bulbe, por exemplo) produz energia e injeta na rede pública da distribuidora local;
  2. Crédito em kWh no seu nome: a distribuidora registra o volume gerado como créditos de energia em kWh vinculados à sua unidade consumidora, com validade de 60 meses;
  3. Abatimento na fatura: quando você lê seu relógio e faturou, por exemplo, 400 kWh no mês, os créditos abatem kWh primeiro — o que sobra é o que paga tarifa, impostos e bandeira tarifária.

Bandeira vermelha com e sem solar: comparação em 12 meses

Considerando um consumo médio residencial de 350 kWh/mês e o padrão histórico brasileiro recente (aproximadamente 40% do ano em verde, 25% em amarela, 20% em vermelha 1 e 15% em vermelha 2), o custo anual só de bandeira para o cliente sem solar chega a cerca de R$ 170.

Para o mesmo consumidor assinante de um plano de solar compartilhada com 80% de cobertura, esse custo cai para aproximadamente R$ 34 no ano, R$ 136 de economia exclusivamente do lado das bandeiras, sem contar a economia na conta de luz de até 15% que o plano entrega sobre a energia consumida.

O que muda para quem é cliente Bulbe em mês de bandeira vermelha 2

Na prática: você continua recebendo duas referências de conta (a da distribuidora e a do plano de assinatura, que a Bulbe unifica no app), a bandeira continua aparecendo no corpo da conta da distribuidora, mas o valor em R$ do acréscimo fica drasticamente menor porque incide sobre um consumo líquido pequeno — o restante foi abatido pelos créditos solares.

Em anos de crise hídrica severa, quando a bandeira escassez chega a R$ 9,49 (ou mais, se declarada emergência), esse efeito amortecedor é o que mantém a previsibilidade do orçamento doméstico.

É por isso que quem já fez o estudo de como entender a conta de luz costuma migrar para solar por assinatura assim que identifica bandeira vermelha recorrente em 3 ou mais faturas no ano.

Como economizar energia durante bandeiras tarifárias vermelhas?

Em períodos de bandeira vermelha, adotar um consumo consciente de energia é indispensável. Pequenas atitudes fazem grande diferença.

  • Ajuste hábitos de alto consumo: tome banhos mais curtos no modo “verão” do chuveiro e evite usar eletrodomésticos pesados (como ferro de passar e máquina de lavar) no horário de pico (18h às 21h);
  • Priorize a eficiência: verifique se seus aparelhos têm o Selo Procel A de eficiência energética. Aparelhos antigos gastam muito mais;
  • Controle a temperatura: ajuste o ar-condicionado para 23°C ou 24°C, uma diferença de poucos graus diminui significativamente o consumo;
  • Considere a energia solar: a forma mais estrutural de se proteger é reduzir sua dependência da rede convencional. Com a energia fotovoltaica, você tem uma fonte previsível e estável, que minimiza o impacto das bandeiras na sua conta.

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Ao optar pela energia solar por assinatura, você continua recebendo a conta da Cemig, mas não precisa se preocupar em pagar. A Bulbe unifica tudo em uma única fatura, que você acessa e paga diretamente pelo aplicativo.

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Perguntas frequentes sobre bandeiras tarifárias

Qual é a bandeira tarifária atual?

A bandeira tarifária vigente neste mês é definida pela ANEEL no último dia útil do mês anterior. Em abril/2026, consulte o comunicado oficial no portal gov.br/aneel ou o site da sua distribuidora (Cemig, Enel, CPFL, Light, etc.), a informação aparece também no corpo da sua conta de luz, ao lado do valor adicional cobrado por 100 kWh consumidos.

Como saber a bandeira tarifária deste mês?

Três caminhos oficiais: (1) portal da ANEEL (fonte primária, publicado no último dia útil do mês anterior); (2) site ou aplicativo da sua distribuidora; (3) a conta do mês, a bandeira aplicada é discriminada no corpo da conta junto ao valor extra. O app da sua distribuidora costuma destacar a bandeira do mês já na tela inicial.

As bandeiras tarifárias são iguais em todo o Brasil?

Sim, para consumidores atendidos pelo Sistema Interligado Nacional (SIN), que cobre quase todo o território. A bandeira é nacional, unificada pela ANEEL e aplicada por todas as distribuidoras do SIN. Localidades isoladas da Amazônia fora do SIN seguem regras tarifárias próprias e não usam o sistema de bandeiras.

Quanto cada bandeira custa por 100 kWh em 2026?

Os valores-referência para 2026 são: verde R$ 0,00, amarela R$ 1,88, vermelha patamar 1 R$ 4,46, vermelha patamar 2 R$ 7,87 e escassez hídrica R$ 9,49. Os valores são revisados periodicamente pela ANEEL. Multiplique o acréscimo pelo seu consumo em kWh dividido por 100 para saber o impacto na sua conta.

Energia solar por assinatura paga bandeira tarifária?

A bandeira incide apenas sobre o consumo faturado pela distribuidora. Como os créditos de energia solar abatem kWh do consumo antes do faturamento (mecânica da Lei 14.300/2022), a base de cálculo da bandeira fica muito menor. Na prática, um cliente de solar por assinatura com 80% de cobertura paga cerca de 80% menos de acréscimo de bandeira do que o vizinho sem solar.